Foto: Gentil Barreira

Serra Grande, outro clima, outro mundo

Diminui a letraAumenta a letra

O percurso das alturas prossegue em seu caminho pontilhado no rumo da Serra Grande, como os antigos chamavam a Serra da Ibiapaba, traduzindo este nome, na linguagem tupi, a terra partida, a terra erguida, ou o lugar onde se imagina que a terra termina, 800 metros acima do nível do mar.

Eram estas montanhas de conquista cobiçada, pelas quais foram travadas batalhas entre os índios Tabajaras e o branco colonizador. Franceses vindos do Maranhão foram os primeiros a desbravar as encostas, seguidos por holandeses e portugueses, estes sob comando de Pero Coelho, todos em busca das supostas minas de ouro, da abundância do tesouro que existiria oculto neste chão.

São as cidades da Ibiapaba familiarizadas com a chegada de nevoeiros, com o aconchego do colchão de nuvens baixas, com o arrepio vindo no vento frio que sopra no fim das tardes, no começo das manhãs.